* RELEVO E ESCULTURA DA CATEDRAL

A Catedral foi dedicada ao padroeiro da Arquidiocese de São Sebastião RJ

A Catedral foi dedicada ao padroeiro da Arquidiocese - São Sebastião e tem como padroeira secundária Sant'Ana. Suas estátuas, de autoria do escultor paulista Humberto Cozzo, estão no fundo do presbitério: a do Santo à direita da Cátedra Episcopal e a da Santa no lado oposto. Sobre a Cátedra, encontra-se o Brasão Episcopal do atual Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, cujo lema é PARA QUE TODOS SEJAM UM.

Por trás do presbitério fica a sacristia, em cima da qual foi montado um estrado com capacidade suficiente para um coral, uma orquestra e um órgão. O interior da sacristia é revestido de mármore branco, sobre o qual podem ser vistos painéis representando as Missões entre os povos indígenas nos séculos XVI e XVII, segundo o desenho do decorador da Catedral, o monge beneditino Irmão Paulo Lachenmayer. Entre a sacristia e o vitral dos fundos da igreja está a Capela do Santíssimo, com o grande sacrário e os dois lampadários, obras do artesão paulista Nicola Zanotto. A Capela teve seu altar abençoado no mesmo dia da dedicação da Catedral, no dia 15 de agosto de 1979. E, em 2006, foi inaugurado dois nichos para abrigarem as imagens de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, doada pelo Arcebispo de Aparecida, Dom Raimundo Damasceno e ali entronizada a 7 de setembro do mesmo ano e a imagem de São Sebastião entronizada no dia 20 de janeiro de 2007.

Nas paredes externas da sacristia existem quatro quadros lavrados por Cozzo, em alto-relevos. Do lado do altar de São José e perto do Batistério está o primeiro quadro, que evoca a bênção da primeira pedra da Catedral, a 20 de janeiro de 1964, dia do padroeiro da cidade. O escultor botou em destaque o Governador do então Estado da Guanabara (atual Município de São Sebastião do Rio de Janeiro) Carlos Lacerda, o Cardeal Câmara e o seu secretário Monsenhor Ivo Calliari.

O segundo quadro lembra a última procissão do Morro do Castelo para a casa que os padres capuchinhos tinham perto da Praça Saens Peña, e que só anos depois se mudariam definitivamente para a rua Haddock Lobo, onde hoje se ergue a igreja de São Sebastião. A cerimônia, realizada em 20 de janeiro de 1922, marcava o ápice das obras de desmonte daquele morro, que já tinha começado no ano anterior, para dar lugar à esplanada dos ministérios, a ser construída quando o Rio de Janeiro era ainda Capital do Brasil. Nessa procissão, presidida pelo Cardeal Arcebispo D. Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti e acompanhada também pelo Arcebispo coadjutor D. Sebastião Leme da Silveira Cintra, foram conduzidas as cinzas do fundador da cidade, Estácio de Sá.

No lado do altar de Nossa Senhora estão dois quadros. O mais próximo da Capela do Santíssimo representa o lançamento do marco de fundação da cidade pelo capitão-mor Estácio de Sá, no dia 1º de março de 1565, e do outro lado do altar está o registro da Batalha das Canoas, que teria ocorrido no dia 9 de junho de 1566. Segundo a tradição, foi a batalha numa reentrância, perto da Enseada de Botafogo onde, hoje, fica a Avenida Oswaldo Cruz. De um lado, reduzido número de portugueses e alguns índios aliados, com não mais de quatro ou cinco canoas, e do lado inimigo 160 canoas com pelo menos 3 mil tamoios. Mal a batalha começou, um barril de pólvora explodiu numa canoa portuguesa e uma índia tamoio gritou alertando para o fogo que, segundo ela, vinha sobre as embarcações de sua gente. E logo os tamoios se puseram em debandada. A mesma tradição assegura que um combatente estranho, que os inimigos dos portugueses teriam visto com grande temor numa das suas canoas era São Sebastião.

Do escultor Cozzo é também a cruz latina - com a Virgem Maria num lado e São João Evangelista no outro - que fica por cima do altar-mor, sustentada do teto por dois cabos de aço, fazendo lembrar a profecia de Cristo: "Eu, uma vez elevado da terra atrairei todos a mim" (JO 12,32). Dele são, ainda, os relevos do pórtico, bem como a estátua de São Francisco de Assis que fica na entrada lateral direita da Catedral. Próxima a entrada lateral esquerda há uma estátua, com cerca de 3 metros de altura, em bronze, do Sagrado Coração de Jesus, de autor desconhecido.

O Pórtico Principal é feito de cobre martelado, compõe-se de 12 placas verticais, pesa cerca de oito toneladas e tem 18 metros de comprimento por 5,65 metros de altura. Chamado também "Porta da Fé", o pórtico apresenta 48 altos-relevos em bronze, cravados em outros tantos campos. Os altos-relevos são uma representação do Credo do Povo de Deus, de autoria do Papa Paulo VI, muitas vezes ilustrado por motivos locais e personagens contemporâneos.

Na parte externa, destaca-se o Campanário, inaugurado a 7 de julho de 1985, em comemoração aos cinco anos da primeira visita do Santo Padre João Paulo II a esta Catedral. Quase da mesma altura da Catedral, construído em concreto aparente, sua estrutura compõe-se de quatro colunas que se encontram no topo, onde se ergue uma cruz. O primeiro sino, que ainda está sendo confeccionado, pesará seis toneladas e ficará sob os demais sinos, os quais estão dispostos um sobre o outro, a exceção dos dois últimos, que se encontram lado a lado. São de diversos tamanhos, encontram-se ao centro dos seis círculos que se prendem às colunas e correspondem às notas musicais.

Há também uma escultura, em bronze, do Papa João Paulo II, no jardim situado em frente à porta principal, do escultor Mário Agostinelli. E, esculturas de São Sebastião e Sant'ana, em frente à porta lateral direita; e dos Apóstolos Pedro e Paulo, em frente à porta lateral esquerda, todas confeccionadas em resina e pó de mármore pela artista plástica Mazeredo (Marli Crespo Azeredo), como marco da vinda do Santo Padre em 1997.

Mazeredo também confeccionou o marco da preparação ao Grande Jubileu, que se encontra próximo à entrada da Capela do Santíssimo Sacramento, à direita da porta principal, com os seguintes dizeres: 'AOS 13 DIAS DE DEZEMBRO DE 1998, XX ANO DE PONTIFICADO DE SUA SANTIDADE, O PAPA JOÃO PAULO II E XXVII DE GOVERNO E PASTOREIO DE SUA EMINÊNCIA CARDEAL DOM EUGENIO DE ARAUJO SALES À FRENTE DESTA ARQUIDIOCESE DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO, FOI RECEPCIONADA NESTA CATEDRAL A "CHAMA SAGRADA PROVENIENTE DA IGREJA DO SANTO SEPULCRO, SÍMBOLO DA PAZ E DA FRATERNIDADE". A IGREJA, INSERIDA NA HISTÓRIA, HONRA O DEUS UNO E TRINO E PREPARA A HUMANIDADE PARA O GRANDE JUBILEU DOS 2000 ANOS DO NASCIMENTO DE NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO, LUZ DOS POVOS, RUMO AO TERCEIRO MILÊNIO'; a pia de água benta, que se encontra ao lado esquerdo de quem entra pela porta principal, inaugurada pelo Arcebispo Emérito Dom Eusébio O. Scheid, a 22 de setembro de 2001; e a Via Sacra, composta de quatorze painéis de 1,40 x 1,30 metros e um painel de 2,80 x 1,30 metros, todos em alto-relevo em bronze, abençoada em 22 de setembro de 2002, por ocasião das comemorações do primeiro aniversário de Arcebispado de Dom Eusébio O. Scheid nesta Arquidiocese. Mazeredo também confeccionou, em resimármore, os brazões do Papa João Paulo II, de Dom Eugenio Sales e de Dom Eusébio Scheid, que se encontram no Museu Arquidiocesano de Arte Sacra. E do atual Arcebispo Dom Orani João Tempesta, sobre a Cátedra, cuja a Cerimônia Litúrgica de início do Ministério como novo Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, ocorreu no Domingo da Oitava da Páscoa e Festa da Divina Misericórdia do Ano de 2009, precisamente a 19 de abril daquele ano.

Ao lado esquerdo do Presbitério, encontra-se a Pia Batismal, feita em granito e tampa de metal em forma circular com motivos simbólicos do Sacramento do Batismo, de autoria do escultor Cozzo e o carro-andor confeccionado para conduzir a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Aparecida, em 1922, no Congresso Arquidiocesano Mariano. E, no interior da Catedral, hospeda a Imagem Peregrina de São Sebastião, cópia feita em resina pelo artista plástico Weissmar Robertson da imagem trazida por Estácio de Sá, quando fundou a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, à primeiro de março de 1565, que se encontra sob a guarda dos Padres Capuchinhos. A referida Imagem Peregrina de São Sebastião foi simbolicamente entregue ao Arcebispo pelo Capuchinho Frei Willian, diante de milhares de fiéis, após a Procissão e o Auto do Glorioso Mártir, a vinte de janeiro de 2010, culminando o Primeiro Novenário Arquidiocesano em honra do Padroeiro, quando sua Imagem foi levada a diversas paróquias, capelas, entidades civis, militares e culturais. Na ocasião Dom Orani abençoou o povo com a imagem peregrina e conduziu-a em procissão ao interior da Catedral onde presidiu solene celebração Eucarística após a entronização oficial.